| |
CURSO
PROJECTOS CRIATIVOS E CONCEPTUAIS - aperfeiçoamento
em Photoshop

Elle Schuster
UM GRANDE PASSO EM FRENTE
Cada vez mais intensamente vivemos numa sociedade de comunicação pela imagem. Somos bombardeados diariamente por milhares de imagens pelo que os nossos mecanismos mentais de auto defesa levam-nos a reagir apenas a uma escassa minoria delas. Seja pelas ideias que veiculam, ou pelo seu apelo visual, a verdade é que já só reagimos à diferença da banalidade.
Como fotógrafos, temos consciência da superficialidade com que é produzida e também lida a grande maioria das fotografias. Todos sentimos que algo terá que ser feito para ultrapassar essa realidade e dar ao nosso trabalho a dignidade que o diferencie do banal registo fotográfico.
Para alcançar tão ambicioso objectivo teremos que passar por uma aprendizagem na busca de novos caminhos para a linguagem fotográfica.
Esses caminhos já foram percorridos por percursores que se aventuraram pela expressão da diferença. Tendo o seu trabalho por referência é com eles que temos que descobrir novas formas de conceber e produzir imagens que possam representar um grande passo em frente na qualidade da nossa produção, o que passa por uma inevitável exigência de imaginação e de criatividade.
Há quem defenda que a criatividade não se ensina. Discordamos. Se assim fosse não se justificaria a existência dos cursos de Belas Artes. A criatividade aprende-se exercitando-a, pondo à prova as potencialidades inerentes a todos nós.

Jerry Uelsman
CONCEPTUAL? O QUE É ISSO?
Cada vez mais nos apercebemos que uma imagem encerra maiores possibilidades de causar impacto visual se ela própria for portadora de conceitos, ideias de todo o tipo que o autor (emissor) da imagem pretende transmitir ao seu leitor (receptor).
Sendo a imagem portadora de uma ideia previamente conceituada pelo seu autor ela pode adquirir um estatuto de maioridade relativamente à mera reprodução de uma realidade quantas vezes fortuita, gratuita, ineficaz e vazia de sentido.
Do figurativo ao abstracto, passando por uma multiplicidade de técnicas e de meios apenas limitados pela imaginação, há um imenso campo a explorar, um sem número de caminhos a desbravar no sentido de dar à fotografia o estatuto de Fine Art a que todos nós aspiramos para o nosso trabalho.
O campo de aplicação da imagem conceptual é ilimitado. Desde a fotografia artística à publicidade, passando pelo espectáculo, a ilustração, o jornalismo, a edição de livros de autor, postais, calendários, posters, a decoração, o retrato, a moda, na fotografia de nu, na paisagem enfim, tudo está aberto a novas ideias que façam a diferença da banalidade existente.

Paulo Cristóvão
ABOLIR FRONTEIRAS
Influenciado por fotógrafos vanguardistas como Elle Schuster apercebi-me a partir dos anos 70 que a fotografia podia romper com as fronteiras que a separavam de outras artes visuais como a pintura e reunia todas as potencialidades para se enquadrar nas mesmas correntes estéticas que influenciaram e continuarão a influenciar todas as artes. Entre uma fotografia de Elle Shuster dos anos 70 e uma pintura de Salvador Dali não se vêem grandes diferenças. Uma usava a câmara fotográfica e o outro usava tintas e pincéis mas a linguagem era a mesma.
Foi a partir dessa influência que em 1984 Carlos Marques realizou a exposição Mulher/Paisagem. A aposta era integrar a fotografia no grafismo, no desenho e na pintura. O resultado agradou a umas pessoas mas desagradou a outras para quem “aquilo não era fotografia”.
Entre outros experimentalismos, enveredou posteriormente pela tentativa de transformar digitalmente uma fotografia numa pintura. A sua aceitação permanece relativa mas, com o passar do tempo nota-se um progressivo aumento de apreciadores destas novas formas de expressão multidisciplinar.
As grandes mudanças, a ultrapassagem do statuo quo, o desafiar das regras estabelecidas assumem, tal como em qualquer revolução o espectro de uma ameaça à tranquilidade e à segurança de quem receia alterações. Sempre assim foi e continuará a ser. É isso que diferencia os inovadores dos conservadores.

PARA A LIBERTAÇÃO DO OLHAR
Todas as formas de arte carecem de renovação. Haverá sempre lugar para os clássicos cujo valor permanece para sempre mas as artes, como tudo na vida devem acompanhar a evolução dos tempos e são o campo de expressão mais adequado para abrir as portas do futuro a novas formas de pensar e de agir.
Já não se justifica o conservadorismo de quem continua a pensar que fotografia é só o preto e branco ou é só a imagem de prata.
Do mesmo modo, aquilo que é já hoje um dado adquirido para mentes inovadoras só dentro de algum tempo passará a ser universalmente aceite que o que interessa à comunicação visual é uma imagem, quer ela seja uma fusão das várias linguagens tradicionalmente inerentes à fotografia, ao desenho, à pintura ou ao grafismo e que têm feito destas disciplinas verdadeiros compartimentos estanques ou, cada uma delas isoladamente, conservando as sua técnicas e expressões próprias.
O tempo que falta para se chegar a esse consenso universal é o tempo que falta para a reeducação visual das massas que conduza a uma efectiva libertação do olhar. Libertação de conceitos que o tempo se encarregará de ultrapassar.

Nuno Pina
O ESPÍRITO DA OFICINA DA IMAGEM
Temos hoje a ideia de que, lamentavelmente, muitas escolas incluindo universidades, leccionam cursos cuja utilidade é duvidosa e onde, em alguns casos, os professores são licenciados mas não vivem do exercício da actividade que ensinam, do que em muitos casos resulta um academismo desligado das realidades. Em muitos cursos os alunos saem com uma avalanche de conhecimentos teóricos sem nunca terem experimentado as realidades daquilo que aprenderam.
A Oficina da Imagem tem uma prática oposta. A pedagogia da escola reside no método de aprender, fazendo, embora sem descurar uma indispensável informação teórica porque não queremos fazer fotógrafos “analfabetos”.
O Curso Completo com uma duração reduzida a menos de 300 horas proporciona aos seus alunos um somatório de experiências práticas muito variadas que alunos de cursos com quatro anos de duração nem chegam a conhecer. Os resultados patentes nos portfólios apresentados no final de cada ano falam por si.
Porquê Oficina e porquê da Imagem?
A palavra escola sugere academismo, oficina sugere trabalho, produção, realização.
Da Imagem porque, precisamente, a Oficina está aberta a uma interpretação mais lata do que possa ser a fotografia, está aberta à procura de novos caminhos que nos levem à Nova Fotografia como parte integrante da imagem global em que ela se pode transformar.
Apesar da pequenez e da modéstia da Oficina ela alimenta o ambicioso propósito de fazer escola, deixar rasto da sua influência, o que já é verificável através dos muitos e bem sucedidos fotógrafos que por cá passaram em 28 anos de actividade.
Mas queremos ir mais além, rasgando novos horizontes, criando novas oportunidades de actualização, descobrindo novos caminhos para a Arte Fotográfica – daí surgir, em tempo próprio, esta pioneira acção de formação que nos propomos realizar.

David LaChapelle
QUEM PODE FREQUENTAR ESTE CURSO?
Trata-se de um Curso de Nível III só aberto a quem já tenha frequentado em qualquer escola um curso ou vários ao nível do que se aprende no nosso Curso Completo. Saber trabalhar num estúdio profissional e possuir conhecimentos de Photoshop são condições indispensáveis para se poder frequentar o curso.
Para nós, este curso é o equivalente a uma Pós-Graduação
em Arte Fotográfica.
Todos os antigos alunos da Oficina da Imagem com o Curso Completo poderão inscrever-se sem necessidade de prestar provas.
Todos os outros candidatos terão que provar possuir conhecimentos e experiência equivalente mediante a apresentação de um Portfólio.

Michel Tchereskoff
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Neste patamar de conhecimentos, já não há
técnicas nem princípios gerais da formação
estética a ensinar. Tudo isso já foi ultrapassado
nos Níveis I e II da formação.
No Nível III cabe ao professor a tarefa de apontar
referências, indicar novos caminhos menos formais da
arte fotográfica, canalizar os alunos para a realização
de projectos específicos, discutir com eles a sua planificação
e analisar com eles os resultados obtidos.
Nas aulas de análise de resultados
há dois professores, cada um intervindo na sua especialidade.
Carlos Marque analisa os trabalhos sob os aspectos estéticos,
criativos e da comunicação e propõe soluções
de melhoramentos que José Gomes Ferreira executa no
Photoshop bem como os alunos no seu computador. Esta experiência
que inclui 32 horas de prática em Photoshp visa solucionar
todo o tipo de problemas concretos a um nível muito
avançado.
Num curso em que toda a produção
de projectos é feita sem a presença do professor,
este é mais um orientador pedagógico e um tutor
do que um professor no sentido tradicional.
Conceber, discutir, criar e experimentar é a orientação
pedagógica básica do curso. A selecção
dos temas a trabalhar bem como o modo de o conseguir serão
motivo de análise e discussão prévia
em sessões de Brain Storm nas quais o professor
participa.
Este curso é eminentemente prático na maior
parte da sua carga horária. O curso consta de um somatório
de 10 projectos que o aluno deve realizar sozinho ou integrado
em pequenos grupos.
Pretendemos reunir neste curso, para além de alunos
provenientes doutras escolas, os melhores alunos que passaram
pela Oficina da Imagem nos últimos anos.

Misha Gordin
QUEM VÃO SER OS MESTRES?
O fundador da Oficina da Imagem, Carlos Marques, que nos últimos
anos muito se empenhou na pesquisa do que de melhor se tem
feito pelo mundo nas últimas três décadas
nas áreas criativa e conceptual.
Tendo exercitado ao longo da sua carreira projectos pessoais
naquelas áreas, este é um campo que o apaixona
e no qual se sente particularmente à vontade.
O facto de ser um cultor dos chamados efeitos especiais não
condicionou a escolha das melhores referências a apontar
aos alunos nem dos exercícios a recomendar, pelo que
elas incluirão desde o figurativo ao abstracto, sendo
as técnicas a utilizar da escolha dos alunos.
José Gomes Ferreira, com a sua larga
experiência de fotógrafo publicitário
e de formador de Photoshop, credenciado pela Adobe, é
o garante da maior qualidade profissional desta experiência
inédita em Portugal.
Carlos Palma, fotógrafo dedicado á
fotografia de autor, particularmente interessado em fotografia
conceptual.

Shirley Cross
EXPERIÊNCIAS INÉDITAS
Alguns dos exercícios propostos como a integração da fotografia na pintura e na banda desenhada serão realizados pela primeira vez (supomos que nunca terão sido feitos em qualquer parte do mundo porque uma profunda pesquisa na Internet não mostrou algo de semelhante).
A estrutura deste curso é de tal modo inovadora que receamos que (mais uma vez) o seu interesse só venha a ser reconhecido por algumas pessoas anos mais tarde.
Realmente, se você não tiver uma mente aberta à descoberta (e aos riscos) de novos caminhos é melhor não se meter nisto.

ESTRUTURA DO CURSO
No total serão 11 Projectos
realizados em 8 meses incluindo a prática de pós
produção em Photoshop. Solicite o horário
para melhor entender a estrutura do curso.

Cindy Sherman
DATAS DO CURSO - As aulas
começam em 6/11/2007 e terminam em 23/6/2008.

Carlos Marques
LOTAÇÃO DO CURSO
Mínimo : 8 alunos.
Máximo : 12 alunos.

John Allison
PREÇO DO CURSO
Inscrição: 100 Euros + IVA, pagos juntamente
com a Inscrição.
Os antigos alunos da Oficina da Imagem não pagam
Inscrição.
800 Euros + IVA
pagos em 8 prestações mensais de 100 euros +
IVA, desde Novembro/2008 até Junho/2009.
As aulas de fotografia de nu são pagas
à parte, dividindo as despesas com modelos pelo número
de participantes.

Miguel Oliva
|
|